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Hamilton Borges lança “Escrevo para Ser Esquecido”, obra que reúne mais de duas décadas de pensamento e resistência negra

Novo livro do escritor e intelectual baiano reúne crônicas, ensaios e cartas produzidos ao longo de mais de 20 anos de militância contra o genocídio da população negra

Há livros que nascem para ocupar as estantes. Outros nascem para ocupar consciências.

É nessa segunda categoria que se insere “Escrevo para Ser Esquecido – Recursos para Destravar a Alma”, novo livro do escritor, intelectual e militante negro Hamilton Borges, lançado de forma independente e já em circulação direta com os leitores.

A obra reúne mais de vinte anos de produção intelectual construída no calor das lutas sociais. São crônicas, ensaios, cartas públicas e reflexões escritas a partir da convivência com comunidades negras, da espiritualidade de matriz africana e da denúncia permanente do genocídio da população negra no Brasil.

No texto de apresentação enviado aos leitores, Hamilton define o espírito da obra:

“É um livro que nasce da militância, da convivência com as comunidades, da espiritualidade preta e da crença de que a palavra também é um território de resistência.”

Mais do que um lançamento literário, o livro representa a consolidação de uma trajetória marcada pela articulação entre pensamento, ação política e produção cultural.

Fundador da Campanha Reaja ou Será Morto, Reaja ou Será Morta, Hamilton Borges tornou-se uma das principais referências do pensamento pan-africanista brasileiro, desenvolvendo uma produção intelectual profundamente comprometida com a emancipação da população negra e com a construção de novas formas de imaginar liberdade, justiça e futuro.

Literatura como instrumento de transformação

Ao optar pela circulação independente da obra, Hamilton estabelece uma relação direta entre autor e leitores, fortalecendo a produção editorial negra fora dos grandes circuitos comerciais.

Cada exemplar vendido contribui para ampliar a circulação de ideias produzidas a partir das experiências das comunidades negras brasileiras e reafirma a importância da autonomia editorial como estratégia de resistência cultural.

Um livro para este tempo

Em tempos de disputas sobre memória, identidade e democracia, Escrevo para Ser Esquecido chega como convite à reflexão e à ação.

Seu título provoca. Seu conteúdo promete o contrário do esquecimento: preservar experiências, registrar pensamentos e alimentar novas gerações de militantes, pesquisadores, estudantes e leitores interessados na produção intelectual negra contemporânea.

Ao compartilhar o lançamento, Hamilton resume o sentido da caminhada:

“Cada exemplar adquirido ajuda a fortalecer a literatura negra, a produção editorial independente e a ampliar a circulação de ideias que, muitas vezes, permanecem à margem dos grandes circuitos do mercado.”

Mais que um livro, trata-se de uma obra que transforma a escrita em território de memória, denúncia e esperança.


“Conheci Hamilton Borges ainda no Movimento Negro Unificado. Ao longo dos anos, acompanhei de perto sua atuação como militante, pensador e escritor. Seu novo livro não representa apenas mais uma publicação. É o registro de uma trajetória construída na defesa da vida, da dignidade do povo negro e da liberdade. A Folha Popular celebra este lançamento por compreender que fortalecer a literatura negra também é fortalecer a democracia.”

— Ricardo Andrade, editor do Folha Popular

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